Entender como funciona o financiamento imobiliário é o primeiro passo para quem deseja comprar um imóvel com mais segurança e clareza nas decisões. Esse movimento já faz parte da realidade de grande parte dos brasileiros: 49% das famílias pretendem adquirir um imóvel nos próximos dois anos, com destaque para a Geração Z, que lidera essa intenção com 59%, segundo dados da Brain.
Esse cenário ganha ainda mais relevância quando se observa que o Brasil registra um déficit habitacional de 5,9 milhões de moradias, segundo a Fundação João Pinheiro.
Na prática, isso evidencia dois pontos: a alta demanda por imóveis e o papel do financiamento como principal alternativa para viabilizar a compra — especialmente diante de fatores como juros e dificuldade de poupança, que ainda travam parte dos compradores.
Com o direcionamento certo, esse processo deixa de ser complexo e passa a ser uma jornada estruturada, com etapas bem definidas e mais previsibilidade para quem quer sair do aluguel ou investir.
Neste artigo, você encontrará:
O financiamento imobiliário no Brasil funciona como um crédito de longo prazo: o banco paga grande parte do valor do imóvel à vista, e você devolve esse valor em parcelas mensais, com juros. Durante esse período, o imóvel fica alienado ao banco — ou seja, serve como garantia até a quitação total.
Na prática, esse modelo permite que a compra aconteça sem a necessidade de pagar o valor integral de uma vez, tornando o acesso à casa própria mais viável.
Os recursos utilizados pelos bancos vêm, principalmente, de duas fontes:
Esses financiamentos são regulados por dois sistemas principais, que definem regras, limites e condições. São eles:
| Sistema | Para quem é indicado | Características principais |
|---|---|---|
| Sistema Financeiro de Habitação (SFH) | Imóveis residenciais de menor valor | Financia até 80%, permite o uso do FGTS e tem juros limitados |
| Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) | Imóveis de maior valor ou comerciais | Financia até 90%, sem limite de valor e com juros negociados. |
Como entender na prática:
Para aprovar um financiamento imobiliário, o banco analisa se você tem condições reais de assumir a dívida com segurança. Isso envolve a avaliação do seu perfil financeiro, da sua documentação e da situação legal do imóvel.
O que o banco exige do comprador:
Se houver uso do FGTS, também é necessário:
Além disso, é necessário ter a documentação completa:
Do comprador:
Do vendedor:
Também são exigidas algumas certidões como:
Do imóvel:
Após a simulação, o banco analisa os documentos, avalia o imóvel e define o valor que pode financiar, normalmente entre 80% e 90% do valor do imóvel. O processo leva, em média, de 5 a 10 dias.
Também é necessário ter uma entrada mínima de 10% a 20%, que pode ser complementada com o FGTS.
Se todos esses critérios forem atendidos, o financiamento é aprovado e segue para contratação.

O financiamento imobiliário segue um processo estruturado, que começa no planejamento financeiro e termina com a liberação do crédito pelo banco. Em média, todo o processo leva de 30 a 45 dias. Entender cada etapa evita atrasos e aumenta suas chances de aprovação:
Antes de buscar um imóvel, organize sua vida financeira. Quitar dívidas e melhorar o score de crédito (ideal acima de 700) faz diferença direta na aprovação.
Na sequência, faça uma simulação em bancos como Caixa, Itaú ou Banco do Brasil. Nessa etapa, você define:
Se tiver saldo no FGTS e atender aos critérios, já é possível considerar o uso nesse momento.
Com o orçamento definido, chega o momento de escolher o imóvel — que pode ser novo, usado ou na planta.
Após a negociação, é comum pagar um sinal ao vendedor (em torno de 5% a 10%) para garantir a compra.
Ao mesmo tempo, organize a documentação:
Ter esses documentos prontos acelera o processo nas próximas etapas.
Com tudo em mãos, você envia a proposta ao banco.
Aqui acontecem três análises principais:
Se aprovado, o banco informa o limite de crédito — normalmente entre 80% e 90% do valor do imóvel.
Após a aprovação, é hora de formalizar o financiamento.
Nessa etapa, você:
Esse é um dos pontos mais importantes do processo, pois oficializa a operação.
Depois do registro do contrato em cartório, o banco libera o valor diretamente ao vendedor — normalmente em até 10 dias úteis.
A partir daí:
Com isso, o financiamento está ativo e segue conforme o prazo definido no contrato.
Os principais bancos que oferecem financiamento imobiliário no Brasil são Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander.
A melhor condição varia conforme o seu perfil: renda, relacionamento com o banco, valor de entrada e score de crédito. Por isso, comparar simulações é o caminho mais seguro para encontrar a taxa e o prazo mais vantajosos.
A simulação pode ser feita diretamente no site ou aplicativo dos bancos. Basta informar:
Em poucos minutos, o sistema apresenta uma estimativa de parcelas, taxas de juros e valor total financiado. Essa etapa ajuda a entender seu poder de compra antes de avançar.
A entrada costuma variar entre 10% e 20% do valor do imóvel. Esse percentual pode mudar conforme o banco, o tipo de imóvel e o perfil do comprador. Em alguns casos, é possível utilizar o FGTS para complementar esse valor.
O prazo médio de aprovação gira entre 30 e 45 dias, considerando todas as etapas: análise de crédito, avaliação do imóvel, aprovação e registro em cartório. A fase de análise de crédito, isoladamente, costuma levar de 5 a 10 dias.
Não é comum. A maioria dos bancos financia entre 80% e 90% do valor do imóvel, exigindo uma entrada mínima. Casos de financiamento integral são raros e dependem de condições muito específicas.
Sim, desde que você atenda aos critérios, como:
O FGTS pode ser usado na entrada, amortização ou redução das parcelas.
Entender como funciona o financiamento imobiliário muda a forma como você toma decisões. O que antes parecia complexo passa a ser um processo claro, com etapas bem definidas e caminhos possíveis — desde o planejamento até a conquista do imóvel.
Mais do que conhecer as regras, contar com orientação faz diferença em cada detalhe: na escolha do banco, na organização dos documentos, na negociação e na segurança de toda a operação.
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